TRABALHOS EM ANDAMENTO

 

"Gendered Political Contexts: The Gender Gap in Political Knowledge"

Apresentado na conferência anual da MPSA, Chicago (abril de 2014)

Apresentado na Women in Politics Conference, Universidade do Tennessee, Knoxville (abril de 2014)

Resumo: What explains the pervasive gender gap in political knowledge found by surveys across different contexts? I argue that female political representation affects the levels of political knowledge expressed by men and women, and ultimately the gender gap. I argue that the underrepresentation of women in politics makes negative gender stereotypes salient, and these in turn affect how much cognitive effort individuals put into thinking about politics. Moreover, I argue that surveys themselves are often responsible for enhancing the effect of those considerations. I analyze cross-national survey data from 120 countries and show that the gap in knowledge decreases as the level of female representation increases across countries. Then, I manipulate the gender composition of feeling thermometer batteries in a survey experiment with American respondents in order to show that priming considerations about female representation impacts respondents’ performance on knowledge questions. The findings suggest an explanation for why surveys often reveal gender differences in political knowledge and a causal mechanism connecting women’s representation and public opinion. 

 

"Electoral Rules and Aversive Sexism: When Does Voter Bias Affect Female Candidates?"

Apresentado no Seminário de Política Comparada, Vanderbilt University (fevereiro de 2015)

Apresentado na conferência anual da APSA, San Francisco (setembro de 2015)

Resumo: This paper proposes a theory that accounts for how electoral rules moderate the impact of gender stereotypes on voting behavior. I argue that the impact of gender stereotypes on the vote choice follows a pattern known as aversive sexism, which denotes that voters will discriminate when the choice structure does not make it clear that they are engaging in discriminatory behavior. More specifically, voters will be less likely to vote for women when they can substitute ideologically close female candidates with similar male co-partisans. I first look at cross-national data to show that women’s parliamentary representation tends to be lower in electoral systems where several similar co-partisans compete for the same seats. Then I focus on the Brazilian case in order to show why, contrary to conventional wisdom on the topic, Brazilian voters are more likely to elect females running in the first-past-the-post races for the Senate than in proportional races for the Chamber of Deputies. I use electoral survey data and a ballot experiment with Brazilian subjects to show how those behavioral patterns harm the electoral prospects of female candidates. 

 

"Perceptions of Corruption and the Approval Ratings of Female Incumbents"

Apresentado na conferência anual da MPSA, Chicago (abril de 2017)

Resumo: Are perceptions of corruption more harmful to the reputations of female than of male incumbents? Using the AmericasBarometer surveys from 2004 to 2014 and a new strategy to measure incumbent-related perceptions of corruption, the paper shows evidence that those perceptions of corruption have a stronger negative effect on the job approval ratings of female incumbents in comparison to their male counterparts in Latin America and the Caribbean. The drop in approval ratings of female incumbents is on average about five percent points larger than the corresponding drop in the ratings of male incumbents across the region, even after controlling for a range of political, economic, and gender-related variables that are hypothesized to moderate the effect of perceptions of corruption on incumbents’ job approval. The results have broader implications not only for the study of women’s representation and leadership in politics, but also for the theories that explain how incumbents’ approval ratings vary across contexts and over time.

 

"Benevolent Sexism and Public Opinion Towards Electoral Gender Quotas"

(com Nathália Porto)

Apresentado na conferência anual da SECOLAS, Chapel Hill (março de 2017)

Resumo: Research on public opinion towards affirmative action shows that ideology and prejudice towards the targeted group are the main correlates of opinions about those policies. Similarly, recent scholarship finds evidence that support for state interventionism and attitudes towards women in politics affect public support for electoral gender quotas. In this paper we examine the theoretical model for public support for racial affirmative action and argue that a different type of attitudes towards women, namely benevolent sexism, shapes support for electoral gender quotas. Using an unique set of survey questions asked in the 2014 round of the AmericasBarometer (LAPOP) in Brazil, we show that benevolent sexism has a strong positive effect on public support for gender quotas. Our findings suggest that, even though the political and scholarly debates on quotas for women can provide solid normative reasons for the adoption of such policies across different contexts, public support for them often relies on paternalistic views and expectations about the role of women in politics.


ARTIGOS EM PERIÓDICOS

 

 "Voto econômico retrospectivo e sofisticação política na eleição presidencial de 2002." 2014

Revista de Sociologia e Política, 22 (50)

Resumo: Este artigo aborda o tema do voto econômico a partir da perspectiva da desigualdade de sofisticação política entre os eleitores. Diversos estudos mostram que os eleitores brasileiros tendem a se basear na economia para votar e avaliar os presidentes. Essas evidências algumas vezes servem de suporte para a afirmação de que, mesmo não utilizando os partidos, os rótulos ideológicos e outras questões politicamente relevantes como referências para suas escolhas, o eleitorado de massa no Brasil seria capaz de tomar decisões criteriosas na política. Utilizando dados de pesquisa de painel coletados ao longo de 2002 em Caxias do Sul e Juiz de Fora, o artigo testa até que ponto o efeito da avaliação retrospectiva da economia (tanto do país quanto pessoal) sobre o voto para presidente depende do nível de sofisticação política do respondente. Os resultados mostram que a avaliação da economia tende a ser uma opinião instável ao longo do período analisado, e tem impacto sobre a escolha do candidato a presidente apenas entre os eleitores mais politicamente sofisticados. As implicações dos achados são discutidas e aponta-se para a relevância de se levar em conta o impacto da desigualdade de sofisticação política entre os eleitores no entendimento da dinâmica das eleições e da opinião pública no Brasil.

Replique

 

 "A Estabilidade e a efetividade da preferência partidária no Brasil." 2014

Revista Brasileira de Ciência Política, 13 (1)

Resumo: O artigo utiliza dados de pesquisa de opinião em painel coletados ao longo de 2002 em Caxias do Sul (RS) e Juiz de Fora (MG) para testar em que medida a preferência partidária é uma atitude estável e efetiva entre os eleitores brasileiros que a declaram. As análises focalizam os eleitores do Partido dos Trabalhadores. A questão que move o artigo é até que ponto a preferência partidária pode ser vista como uma causa do voto para presidente no Brasil. Duas perspectivas são contrastadas em busca da resposta para essa questão. A primeira defende que, ainda que restrita a uma parcela minoritária do eleitorado, a preferência partidária constitui uma atitude forte. Para a segunda perspectiva, a preferência partidária é, de maneira geral, uma atitude instável que emerge durante o período eleitoral, provavelmente em virtude da campanha e da identificação do eleitor com os candidatos. Os resultados das análises mostram que grande parte do petismo manifestado nas pesquisas de opinião em outubro se deve à saliência da eleição presidencial e tende a desaparecer posteriormente, além de ser menos importante para a escolha de candidatos para outros cargos em disputa. Além disso, esse petismo instável é mais comum entre eleitores menos politicamente envolvidos e sofisticados.

Replique

 

"Sofisticação política e opinião pública no Brasil: revisitando hipóteses clássicas." 2013

Opinião Pública, 19 (2)

Resumo: O artigo analisa o impacto da desigualdade de sofisticação política sobre as preferências políticas dos cidadãos. Após uma discussão sobre o conceito e a mensuração da sofisticação política, examina-se seus principais determinantes utilizando dados de uma pesquisa de painel realizada em Caxias do Sul e Juiz de Fora ao longo de 2002. Em seguida, o artigo examina quatro hipóteses da literatura acerca do efeito da sofisticação política sobre a maneira como os eleitores processam informações e opinam: 1) eleitores mais sofisticados apresentam maior estruturação ideológica em suas opiniões do que eleitores menos sofisticados; 2) eleitores mais sofisticados possuem opiniões políticas mais estáveis ao longo do tempo do que os politicamente menos sofisticados; 3) eleitores mais sofisticados adquirem mais informações políticas ao longo do tempo do que eleitores menos sofisticados, e; 4) eleitores mais sofisticados emitem opiniões com maior frequência do que eleitores menos sofisticados. As análises no artigo dão amplo suporte a essas hipóteses. Por fim, discute-se as implicações dos achados para os estudos de opinião pública e voto no Brasil. 

Replique

 

"Informação e Conceituação: a dimensão cognitiva da desigualdade política entre jovens de Belo Horizonte." 2011

(com Mario Fuks)

Revista Brasileira de Ciências Sociais, 26 (76)

Resumo: O presente artigo discute o conceito, a mensuração e os processos por meio dos quais os cidadãos adquirem conhecimento político. Discutimos, primeiramente, a elaboração analítica e a mensuração do conhecimento político em pesquisas empíricas na ciência política. Em seguida, criamos indicadores dos dois tipos principais de conhecimento: a informação factual e o conhecimento conceitual. O último passo consistiu em averiguar, por meio da análise estatística multivariada, os processos por meio dos quais os jovens adquirem os dois tipos de conhecimento.

Replique


LIVRO

 

Legitimidade e Qualidade da Democracia no Brasil: Uma Visão da Cidadania. 2011

(com Lucio R. Renno, Amy E. Smith e Matthew L. Layton)

Editora Intermeios

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CAPÍTULOS DE LIVRO

 

"O Voto Econômico no Brasil." 2014

Em: Robert Bonifácio, Gabriel Casalecchi e Cleber de Deus. O Voto para Presidente no Brasil, 1989-2010: Condicionantes e Fatores Explicativos.

Editora Íthala

 

"Sofisticação Política e Voto para Presidente no Brasil." 2014

(com Mario Fuks e Gabriel Casalecchi)

Em: Robert Bonifácio, Gabriel Casalecchi e Cleber de Deus. O Voto para Presidente no Brasil, 1989-2010: Condicionantes e Fatores Explicativos.

Editora Íthala


OUTRAS PUBLICAÇÕES E MANUSCRITOS

 

"Confiança nas Eleições na Venezuela." (em inglês ou espanhol) 2013

(com Mitchell Seligson e Elizabeth J. Zechmeister)

AmericasBarometer Topical Brief, 8 de abril

 

"Os Venezuelanos Esperam Tensões Após as Eleições?" (em inglês ou espanhol) 2013

(com Mitchell Seligson e Elizabeth J. Zechmeister)

AmericasBarometer Topical Brief, 1 de abril

 

"O Apoio à Democracia Perdura na Venezuela." (em inglês ou espanhol) 2013

(com Mitchell Seligson e Elizabeth J. Zechmeister)

AmericasBarometer Topical Brief, 11 de março

 

"Gênero e participação comunitária na América Latina e no Caribe." (em inglês ou espanhol) 2012 

AmericasBarometer Insights, 2012, 78

 

"Por que há mais partidários em alguns países do que em outros?" (em inglês ou espanhol) 2012

AmericasBarometer Insights, 2012, 71

 

"Os níveis de conhecimento político através da divisão urbano-rural na América Latina e no Caribe." ( em inglês ou espanhol) 2011

AmericasBarometer Insights, 2011, 68

 

"Racionalidade, Ambientes, e Sofisticação Política na Escolha do Candidato à Presidente." 2010

Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Minas Gerais

Banca: Fábio W. Reis (orientador), Mônica M. M. Castro, and Mario Fuks